Primeiro dia de aulas... Em casa, às segundas não tenho aulas, acho maravilhoso o fim de semana prolongado e não ter a típica auto-negação de domingo ao me levantar às 7 horas da manhã do dia seguinte.
Primeiro dia de aulas... Fim do meu descanso de 3 meses, das idas ao shopping e dos serões na cama a ouvir música, do sim Clavier na agricultura e da paciência ilimitada para suportar o meu Peter, de discutir interiormente qual a roupa que vou vestir hoje, de fazer mudanças, de me alimentar à risca segundo a minha dieta, estar a vaguear indefinidamente... Au revoir.
Primeiro dia de aulas... Saudades da agitação, dos meus amigos, da Vera a fazer beicinho e do João e revirar os olhos, basicamente até daqueles anfiteatros esquisitos, com as mesas inclinadas bem à paroquia da nossa senhora...
Primeiro dia de aulas... 10 páginas para ler até quarta mais 50 para ler até quinta, apenas material de uma cadeira. Adieu vida, que tanto te adorava e que muita falta ainda me farás, vive depressa para te poder ter de novo e te venerar até à exaustão na minha humilde servidão. Adieu.
Primeiro dia de aulas...
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Primeiro dia...
19 de setembro de 2011
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Deixei muitas pessoas, as minhas pessoas, longe de mim e fugi para longe... Fi-lo obrigada porque nem o fim do mundo me faria parar de ama-las e suportar a dor e sofrimento de as deixar. E depois da proibição sai do planeta terra para me refugiar no planeta dos condenados e rejeitados ao amor dos meus. E todos os dias me lembro deles, e não há uma única rua em que passe que não me traga recordações. Ainda espero também todos os dias que os caminhos de Deus não sejam tão lineares quanto pareçam.
Por isso, e por vezes, a minha imaginação leva-me sem piedade pelo presente ao dia em que os vou poder abraçar, um a um. O meu futuro é esse, sabia-o já antes de tudo começar, e o meu presente faz-me crescer até esse dia chegar. Mesmo que não volte cedo, ainda existo, e quando irromper pela amizade dos meus amigos será eterno.
Não deixarei margem para dúvidas: as minhas saudades são a coisa mais difícil que suporto e são um buraco fundo que não para de crescer.
13 de agosto de 2011
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Música no Coração
A minha maravilhosa Matilda, personagem principal do livro que ando a ler, apaixonou-se por fim. Acabei de comer uns quadradinhos de chocolate de amêndoas da Nestlé e sofro de saudades entretanto por aquela mulher cujo nome abençoado me lembra maravilhosos lírios de verão que crescem pela beira rio de Valbom. Queria poder ouvir o Pedro a dizer "tabita" e adorava ter vontade de arrancar mais algumas peles dos lábios. Hoje tive a minha primeira aula de piano senhores!
Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si, dó...
Dó, si, lá, sol, fá, mi, ré, dó...
Foi fantástico e já decidi me inscrever nas aulas do próximo ano na escola de música, dó, dó, dó...
E para a semana um piano novinho, um livro de música e uma nova aula, ré, ré, ré...
E com as duas mãos e a ler a pauta, mi, mi, mi...
Faz-me lembrar a música Dó, Ré, Mi do filme fantástico Música no Coração. Já estou com uma vontade louca de voltar a tocar e ainda aprendi tão pouco... Hoje toquei com as duas mãos ao mesmo tempo as notas e toquei duas musicas simples a olhar a pauta, foi excelente.
Acho que vou voltar para a Matilda, acho que já chama por mim, a todos os amantes de Música no Coração uma boa noite.
19 de julho de 2011
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As escadas
Novidades? Novidades? As férias são férias e não há ninguém que discorde, e a quem discordar, desejo um óptimo futuro caminho aqui pela zona norte até implorar perdão. Férias são férias e assunto encerrado... Like a G6
Ganhei várias outras paixões pelos dias a acordar as 13h... Uma das: Gossip Girl, Blair and Chuck
Outras mais pesadas: aturar o meu maravilhoso namorado que agora trabalha e esta a fazer um excelente trabalho...
Ainda outras foram dadas por Lesley Pearse em "Segue o coração" com as suas calmas 783 páginas compiladas num livro (Que mais parece um paralelo) que conta a história de uma rapariga que vive na miséria na Londres de 1842 onde ainda as senhoras usavam chapéus com flores... (Agora só bonés)
Este fim de semana foi o primeiro congresso do Peter, correu muito, muito bem e por ele lá estar foi um dos melhores congressos de sempre... O segundo porque o congresso inglês o ano passado em Lisboa bateu os seus recordes e entrou para o Guinness dos meus congressos predilectos. Desde bebé que, uma vez por ano, lá estou eu, os três dias sentada a beira da minha "família"... Este congresso teve muitas mudanças, levei bandolete, não pude meter o meu cartão de lapela a indicar o meu nome e congregação como testemunha, sentei-me nas bancadas e não nas primeiras filas, sentei-me e comi sozinha com o Peter, foi apenas um dia... Agora que penso nisso, se o Peter viesse comigo ao congresso inglês acho que o congresso era definitivamente escolhido para receber um globo de ouro. Definitivamente! Este congresso com ele foi fantástico, desde nos perdermos para Guimarães até nos sentarmos nas escadas... Agora que penso de novo nisso, nunca me sentei naquelas escadas em toda a minha vida... Antes preferia o corrimão, agora acho que as escadas são o melhor intervalo de sempre... Quando o fazemos com quem amamos tudo parece diferente... Este foi o meu primeiro congresso desassociada, em que as pessoas fugiam de mim em vez de me cumprimentar com um sorriso falso a perguntar se a blusa era mesmo Carolina Herrera... E a bandolete arrasou porque era lindíssima, orgulho à parte mas adoro-a mesmo. Foi um orgulho andar agarrada ao Pedro, desde que o conheço, desde os inícios dos meus 16 anos, sempre quis que ele visse um congresso... Sempre quis abraça-lo no meio de todos e foi preciso muitos anos para o fazer sem consequências... Gostei especialmente de uma certa rapariguinha que sempre considerei minha amiga olhar para ele com inveja e depois desviar a cara quando a olhei fixamente nos olhos... Se existe ainda uma pinga de consolo por se afastarem de mim, é aquela não poder dirigir-me palavra. Suposta amiga se me entendem. Todos os que me amam fizeram todos os possíveis por estar comigo, se existem pessoas que considero família são essas, que mesmo ouvindo todos me insultarem, defendem-me e nunca me virarão as costas, esses ficam para sempre, os outros que o vento os leve para longe. O Peter é a pessoa que sempre me faltou lá e que nunca consegui admitir, e ontem percebi a falta que sempre me fez, o meu periquito psicopata... O quando precisei dele e o quanto muda cada passo que dou, e os faz uma reunião de negócios. Nunca me senti sozinha, nem me senti a mais desassociada possível, senti-me namorada dele.
E este foi um dos momentos que sempre recordarei: as escadas e a primeira vez que passei um intervalo sentada neles... Um começo de um óptimo começo.
18 de julho de 2011
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CUCU!
CUCU! Para os que não sabem e os seguintes esta é a expressão mais dita aqui em casa. Ah pois é, somos todos os cucus... Sempre que entramos em casa ou numa divisão da casa temos por habito dizer CUCU para que as outras pessoas que estão já dentro saibam que chegamos e que estamos felizes por chegar. Sempre que dizemos cucu é com alegria e um grande sorriso, estamos felizes por chegar e expressamos a nossa enorme vontade de estarmos uns com outros. Aqui em casa somos uns maluquinhos bem sei mas é a nossa maneira, it's our way!
A minha mais recente vitória foi ultrapassar as teorias éticas todas até as 23:48, hora a que escrevo este texto. Amanha tenho de novo exame: Filosofia Social e Ética. Quero tirar uma boa nota, quero que me suba a média mas não espero muito dali visto que a correcção é muito inconstante, quando corre pior é que as notas são altas. Va-se lá perceber aquele mundo ultra-sónico em que vivem os humildes filósofos! Sou de ciências, nem de economia sou, I SUCK ON THIS! Mas cá estou eu a fazer um esforço serio para a minha nota... A teoria de Levinas é bem real quanto a esta cadeira (quem a conhece mesmo vai achar graça), se não vejam só:
- É estrangeira para mim, a malandra passa-me ao lado sempre!
- Vem do exterior, daquele mundo ultra-sónico;
- Impõe-se a mim como gente grande (Oh Yeah!), nunca a quis mas foi-me obrigada (come e cala);
- É singular, não há uma cadeira tão sónica como esta;
- Tenho uma forte responsabilidade para com ela mesmo que não queira, a minha nota (Blah);
- "Ei-me aqui", ou seja, estou completamente ao serviço dela, sou do tipo cadeira-ó-dependente;
- A minha resposta não depende da resposta dela porque quando mais me esforço menos sei como bem dizia o meu amigalhaço Sócrates (não é o Socas, é o Sócrates!);
Back to die, back to ethics life! (Até rima a Maria Clandestina)
Queria poder rimar com algo mais feliz mas actualmente não vai dar até dia 20 de Maio que será o fim da rima e o começo da prosa! Até lá bons estudos a toda a esfera universitária e não facilitem... E já agora, a partir de dia 20 se me quiserem contactar telefonem para o apoio ao cliente do Norteshopping.
Ao meu anjinho papudo Parabéns! Amanha festejamos nos Kebabs e nos copos de vodka da ribeira ihihihih e sábado lá estarei, sempre a ver telemóveis!
8 de junho de 2011
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Ao ano da determinação!
O meu primeiro casamento foi uma tristeza a todos os níveis. Se há remorsos neste mundo devem estar concentrados aqui mesmo à porta. Tudo porque me vi no reflexo de um copo de vidro. A imagem saiu distorcida e quando olhei melhor de volta e me apercebi que não era bem aquele o meu eu perdi a coragem de enfrentar os meus erros. E só soube chorar porque não conseguia desfazer-me mais do peso que fui metendo aos ombros aos poucos e com o passar do tempo. Perdi já à muito esse peso, já fez um ano. O mundo não nasceu cor-de-rosa, todos o fazemos porque as cores reais são mais azedas. Mas nessa altura esperava ainda que isso não fosse verdade. Nestes tempos actuais sou mais digna de mim, tento sempre ver-me ao espelho: reflicto muito sobre quem sou, o que me fez chegar aqui e que peso quero acrescer a mim. Consegui fazer isso muito dificilmente porque apenas conseguia ver relances do meu verdadeiro eu. Olhar para mim e persistir em olhar é sempre terrível. Hoje sei quem sou, o que me completa, onde não gosto de estar, quem amo, e isso é um grande começo para me começar a recompor de novo como a lembrança que pretendo deixar.
Esta que acabei de descrever foi a tarefa mais desgastante que alguma vez enfrentei, o caminho foi extremamente penoso: os meus erros foram aumentados à expoente e fui responsabilizada pela expressão. Lamento muito não me ter visto ao espelho à mais tempo, tinha poupado tanto, tanto sofrimento. Ainda me é difícil seguir apenas quem sou eu. Sei que daqui a mais um ano serei capaz de me seguir. Este percurso fez de mim alguém diferente, com mais defeitos e mais fria e rígida. Não define a minha essência mas influenciou os meus comportamentos com outros de uma forma drástica. Agora não tenho medo de dizer 'odeio-te'.
Escrevi isto apenas para mim pois quero assinalar este momento com muito orgulho pela coragem que demonstrei no último ano. Para o próximo ano quero ter orgulho na minha determinação.
Àquele que compreenderá este meu texto, penso que o único, desejo agora ter seguido o teu concelho naquele horrível dia de manhã. Mas não consegui porque era fraca. Consegui ganhar a coragem que precisava graças a ti, o meu amor por ti impulsou-me e retirou de mim todo o medo ao qual me escondia. Sei que te apercebeste, estava a lutar pela minha felicidade e saiu de mim naturalmente. Sabes o que era, notas a diferença, não sou a mesma e nunca voltarei a ser mais aquela que conheceste. Agora riu-me de tudo o que passou, sofri muito bem sabes mas nasci mesmo para te amar e não vi isso no copo de vidro. Este foi o meu caminho e espero sempre realçar o que de melhor ele me fez ser.
Agora finalmente, ao próximo ano, o ano da determinação!
7 de junho de 2011
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A recompensa de ser voluntário
Hoje foi o Encontro Anual da CASO (Católica Solidária). Digo, com muito orgulho, que uma das melhores decisões que tomei foi inscrever-me sem receios logo no primeiro semestre de curso na CASO. Lembro-me ainda de deixar o Pite e conduzir até à primeira apresentação, já à muito que olhava o folheto indecisa porque sempre me custou integrar-me num ambiente desconhecido. Normalmente fico muito nervosa, custa-me iniciar conversas e conviver com pessoas que não conheço bem, sempre fui muito tímida mas tento sempre ultrapassar essa minha dificuldade e com o passar dos anos evolui imenso quanto à minha timidez. Mesmo assim nada me impediu de manipular a minha mente a não me envolver, a desprezar o papel com a data e hora da primeira apresentação. No próprio dia já tinha dito a todos que iria mas ainda sentia algo a puxar-me no sentido contrário. À medida que conduzia dizia para mim que ia conseguir, que aquilo era para mim, que se haveria alguém que pertencia ali era EU. Lembro-me de estar já escuro e de me sentir bastante sozinha.
No final de um ano cheio de experiências de voluntariado, participação em todas as campanhas do Banco Alimentar e muitos amigos novos, digo-o, e com orgulho, que esse dia foi decisivo no impacto que sempre desejei ter na minha comunidade. Existem pessoas que elogiam toda a vida o trabalho de voluntários, oiço imensas pessoas dizer que um dia gostariam de também de o ser, que temos de nos unir para ajudar outros principalmente agora que muitas pessoas ingressaram na vida de sem abrigo. A realidade e que os ouço falar mas apenas falam, pois somos nós, os voluntários da CASO e de outras instituições de solidariedade que fazemos esse trabalho e damos de nós. E hoje fomos recompensados pelo nosso maravilhoso esforço, somos tão poucos mas uma força enorme.
Recebi uma menção honrosa das mãos do Director do Centro Regional do Porto da Universidade Católica Portuguesa (e dois beijinhos) e uma cartolina enorme com todas as impressões das mãozinhas dos meus pequeninos do Centro Social da Foz que vou emoldurar e colocar como quadro no meu quarto. Quando a recebi veio de repente as lágrimas marotas de alegria e de carinho pelos meus pequeninos. Reconheci todas as mãozinhas deles e a mensagem no meio marcou-me ainda mais: "Nunca te esqueceremos, sala dos Lírios".
Existe algo que fui dando conta ao longo do meu voluntariado este ano passado e que foi, posso assim dizer acreditem, a maior lição deste ano: Quem ajudamos precisa de nós e, contrariamente ao que era de esperar, nós precisamos de quem ajudamos. Não é tão estranho esta espécie de relação de dependência? Sempre pensei que tal não acontecia, que as experiências que ouvia eram exageradas e que nunca um dia poderia adorar o meu serviço voluntário. Enganei-me e "cai" numa das maiores armadilhas para o meu sistema emocional: amo os meus pequeninos como se fosse uma irmã mais velha, ouvi-los gritar o meu nome quando entro todas as semanas na sala, vê-los a correr a chorar no recreio para mim como a pessoa que confiam e os ajuda, vê-los rir e estenderem a mãozinha para mim é uma sensação que nunca poderei meter em palavras. Eles conquistaram-me e para o ano continuo a viver os seus cinco anos de idade. Poderia continuar e descrever em linhas e mais linhas tudo que de bom eles me dão, mas nunca poderei explicar o sentimento de satisfação pessoal e de carinho aquelas minhas pestes me fazem sentir.
De seguida tivemos pequenos teatros representativos de todas as bolhas. Na CASO existem sete bolhas: Sem abrigo, Crianças Saúde, Porto Futuro, Crianças, Mais Crescidos, Vidas Especiais e Terra dos Sonhos. Cada uma ajuda um determinado tipo de pessoas, ou seja, sem abrigos, crianças hospitalizadas, adolescentes com acompanhamento escolar especial, crianças órfãs, abandonadas, com poucas possibilidades ou com pais presos, idosos e deficientes. Cada pessoa reflectiu e partilhou com outros perguntas chave que nos eram colocadas com o decorrer dos teatros com partilha de experiências e opiniões sobre o nosso trabalho. Depois de um jantar com petiscos trazidos por nós (passei a tarde a preparar duas grandes travessas de pãozinho com presunto e salgadinhos), convivemos com os nossos amigos e trocamos conselhos e rirmos de situações engraçadas do nosso trabalho.
Foi um fim de tarde perfeito com tudo que de melhor a nossa universidade aqui no Porto pode ser. Já o disse, uma das melhores decisões da minha vida foi fazer parte desta instituição. Não somos meras pessoas sem vontades e a que nada custa, deitamos suor de nós para ajudar outros, este serviço tem momentos azedos como já os tive, e muitos, no meu primeiro semestre. Mas estou a elogia-lo porque ele assim o merece, aquilo que fazemos é mágico, e nada nem ninguém retirará o nosso louvor hoje e sempre: o nosso serviço voluntário.
2 de junho de 2011
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Férias, the last but not the least
Depois dos meus exames, vou visitar pela primeira vez a MADEIRA. Vai ser fantástico meter a faculdade para trás das costas e passear, pular e brincar finalmente sem mais compromissos... Eu e os meus pais organizamos esta viagem, vai durar 4 quase 5 dias no Funchal, e vamos tentar conhecer tudo o que a cidade madeirense tem para nos mostrar. A melhor parte sei qual será: o hotel! O melhor hotel do Funchal, The Vine. Tenho a certeza que me vou agarrar lá a um canto para não sair e que vou loucamente fazer amor com o hotel.
Em Agosto vou de férias para o Algarve 15 dias, este ano não há férias no estrangeiro porque Portugal precisa dos nossos activos de momento. Com isto, vamos ficar num apartamento em cima do mar em Monte Gordo, no hotel-apartamento Dunamar. Desde sempre que adoramos Monte Gordo, pela marginal cheia de vendedores ambulantes com as maiores bugigangarias que alguém é capaz de encontrar num sitio só, pelo tão fantástico restaurante italiano com aquelas pizzas grandes e boas com molho kebab, a água do mar límpida e sem alforrecas, a baixa com aquelas gelatarias com aqueles grandes gelados, os peixes grelhados com muito sal, o centro com muitas lojas de biquínis já escolhidos, a mercearia da esquina com os figos mais maduros e doces das redondezas, os gritos dos vendedores de "bolinhas de Berlim, com creme e sem creme" e claro, "a princesa, a mais formosa deles todos", a égua da minha carroça de cavalos preferida que da uma volta à cidade e que torna característico daquelas noites quentes o barulho dos cascos a baterem no chão. É tudo fantástico em Monte Gordo, até os ninos são jeitosos e há um bar com música alta toda a noite completamente descoberto com poltronas de palhinha e batidos tropicais com palmeiras esquisitas. Este ano vamos ficar num apartamento, estávamos já fartos de comer as comidas horríveis e repetitivas dos hotéis, estar nas filas de espera para comer e de ter de ter horários para ir tomar o pequeno almoço. Quando há dois anos fomos para Manta Rota cozinhávamos nós e foi mil vezes melhor, lembro-me de meter a mesa na varanda e comermos lá fora muitas vezes, o apartamento era mau mas eu adorei aquela semana. Também me lembro de andarmos à disputa em frente da arca dos congelados naqueles supermercados de aldeia que pizza queríamos os três. A única coisa de mau este ano foi que ainda não sei se haverá feira medieval em Castro Marim e tem sido tradição irmos e darmos de beber aos mosquitos. Este ano não está programado haver festa lá, o que me entristeceu bastante. Mesmo sem feira medieval sei que vai ser umas férias à maneira mesmo, com muitos Sims 3 com todas as expansões que um periquito que conheço me arranjou.
Férias, estou desejosa de as ter... Este ano foi um dos mais cansativos que já tive, mais feliz também...
Tudo tem um preço não é? Vai ser fantástico gozar aqueles momentos, só queria que o meu periquito viesse comigo mas também sei que ainda vamos ter o nosso tempo. Não é periquito?
Até lá trabalho! E amanhã teste de matemática...
Para já algumas fotos do hotel onde vou ficar na Madeira...
18 de maio de 2011
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A amizade assim o é
Vou tentar não ser sentimental, ou lamechas, e ainda vou tentar ser coerente. As amizades são inconstantes - algo perfeitamente válido. Nunca tive alguém que pudesse chamar de verdadeiro amigo, alguém que conhecesse todos os aspectos da minha vida e que me compreendesse por completo - algo também perfeitamente válido. Isto não significa que não tenha amigos especiais, ou que não sinta amor por eles. Mas, para encontrar um incondicional e verdadeiro é preciso achar uma relíquia, e para corresponder um milagre. Um amigo verdadeiro é o que nunca nos virará as costas - e para isso é preciso um mundo, não é fácil e quase impossível porque julgamos fortemente. Quando um amigo consegue nos fazer chorar sozinhos saberemos quem ele é, que dimensão ocupará ou já ocupou simplesmente. Mesmo que tentemos já não conseguimos nos separar dele, quando sorrirmos e quando choramos, pensaremos nele. Não há meias medidas. Já não há limites. É o assim porque a amizade obriga.
3 de maio de 2011
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Sim, sim, sim, existe um não?
Esta é a semana da queima, algo que vejo mais como a queima das minhas pestanas, mas sei que para a maior parte do mundo académico, uma semana maravilhosa e esperada desde o começo do ano lectivo. Nunca liguei a tradições e gosto de paz, duas coisas que combinadas resultam na minha ineficácia em aceitar esta semana, mas lá vou andando... Basicamente ando preocupada com um Trabalho de Assiduidade e Participação, mais conhecido por TAP, que terei de fazer e entregar quinta e que não sei como lhe dar a volta. É normal já ter lido tudo sobre o assunto e não ter formulado uma ideia concreta sobre a globalização? Por estes lados é sim, e ao que parece o TAP Nove irá continuar incompleto quanto baste. A realidade é que ando um pouco deprimida, quiçá ando sem inspiração por isso o TAP Nove não sai. Há 8 meses que trabalho que nem uma doida, com duas semanas de férias não seguidas. Possivelmente crianças chinesas estão, neste momento, a rirem-se de mim. No entanto, se me conhecessem realmente saberiam que para eu trabalhar muito, como é esperado de mim no próximo mês, preciso de descansar e fazer coisas radicalmente interessantes e diferentes ao ponto de não saber que horas são. E isso já não acontece à bastante, a rotina cansa-me, e tem sido a minha mais cruel companheira ultimamente. Falarei agora de novo em companheira, uma antiga companheira que antes andava lado a lado para longe: a satisfação de ir às compras. Rir é o melhor remédio, mas neste caso nem tanto. Preciso de roupa urgentemente e não me apetece ir às compras, ando a adiar, adiar, adiar, até esquecer que preciso de roupa para me tapar e na esperança que um dia consiga uma só roupa durável o suficiente para aguentar um verão. Fringe está a acabar, Games of thrones a começar. O último filme visto Limitless, próximo filme a ver Thor. A Bunny está mais apaixonada que nunca pelo Gonçalo e a Chibiusa veio alegrar ainda mais a vida dela. E ando a construir a casa branca no meu Sims Noite, algo extremamente sexy com vampiros à mistura. O curso intensivo de Excel desta semana, juntamente com o Professor, faz-me querer ainda mais Bugles 3D da Matutano, apelidados por mim de "cones". Para já nada de novo, espera-me tentar apurar que fazer com os meus dois dentes tortos e ir dormir, de novo, até acordar, com expectativas novas. A minha vida é uma lástima, e a vossa?
2 de maio de 2011
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Ética - o segredo da mudança
O mundo dos negócios, e digo negócios porque assim são, é complexo, dizem por aí. Denomino negócio como um acordo entre duas partes com vista a qualquer uma das duas lucrar, sejam as consequências qualquer que sejam, vantajoso para alguém, que poderá não faz parte do acordo, nem citado porque, a maior parte das vezes, é escondido e esconde ainda mais.
Segundo o utilitarismo, as consequências dos nossos actos devem ser fortemente consideradas, devem ser minimamente reduzidas e afectar o menor número de pessoas possível, considerando-nos a nós como pessoa com valor igualitário ao resto dos indivíduos considerados. Quando esse nós é considerado muitos graus percentuais acima das maioria dos indivíduos, as consequências passam a ser meras, e os outros passam a ser considerados como infelizes necessários, instrumentos utilizados para a nossa felicidade (desculpem, não é essa que mais interessa?), um meio para atingirmos um fim como diria a Professora Magda. Oh consequências?! Desde que sirvam propósitos como os meus interesses. Oh consequências?! Desde que não me afectem.
O chamamento para com o nosso eu interior, o bem intrínseco noutros, explicado por Levinas, visa desaparecer. O tão conhecido ditado "não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti" está cada vez mais distante, mais extinto e quem o suporta carrega-o, é um peso adicional nas costas porque é, não só recriminado por não considerar só os seus próprios interesses, como afectado fortemente e prejudicado por não agir segundo esse tão famoso ideal. Começou a chover no preciso momento em que escrevi isto... "Estou aqui para proteger o bem comum" existe em tão poucas pessoas, tão escandaloso, tão sensacional, que quem se debate com ética todas as quintas e sextas, se pergunta: como serei eu no futuro? Que decisões difíceis terei de tomar?
Muitas. Ao que parece não há piedade pelo próximo. A quem cabe a responsabilidade da mudança? A minha geração é constantemente bombardeada com casos de corrupção, infidelidade e violência. Seremos nós capazes de perceber que o poder da mudança vamos ser nós? Não pedimos para nascer aqui, ninguém nos perguntou se estávamos preparados, ou dispostos, para dizer NÃO, BASTA! Crescemos numa época de vacas gordas, será que seremos capazes de não as tentar engordar mas as fazermos nascer? Temo ser ainda mais negativa quanto à analise da falta de ética geral que encontro, mas não penso que a minha geração esteja alerta e preparada para tomar posições, muito menos, decisões. A maioria esconde-se da responsabilidade. Não a quer encarar, estão cegos, ou não querem ver simplesmente, porque é cruel demais para semi-formados jovens que tencionam ser grandes gestores, ou fazer grandes feitos na vida, aceitarem que nunca serão ou farão se lutarem por ideais superiores como o fim da especulação nos mercados financeiros.
A ética é o elemento fundamental para eliminar completamente situações económicos de crise futura e promover a sustentabilidade a longo prazo. Quando é que seremos capazes de aceitar isto e mudarmos?
(Inspirado no filme "Inside Job")
24 de abril de 2011
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Oh tu...
Cá estou a tentar ganhar força para macroeconomia, isto anda a correr bem demais portanto decidi fazer uma pausa, daquelas com o kit-kat, se não fosse uma dessas amuava, vá-se lá pensar o contrário. BLAH!
A maior novidade de hoje é que a bunny finalmente tornou-se a princesa da lua, a nossa bunny e os episódios da navegante estão... Excelentes, as saudades que me trás da minha infância, ui quem me dera não ter crescido mesmo! Há quem critique eu e mais mil pessoas ao longo de Portugal inteiro da minha idade ver a temporada classic no canal panda. O meu pai sempre me disse que só me iria sentir adulta quando não tivesse complexos em fazer coisas de criança! (Silence 4 - Dying young)
Uma pequena mais alegria, vou postar umas músicas que ando a ouvir:
- Adem - Long Drive Home (a versão acústica é muito melhor)
- Bright Eyes - First day of my life
- Lifehouse - Take me away e You and Me (na realidade qualquer uma deles, são fantásticos)
- Ingrid Michaelson - The way I am
- Yann Tiersen - Comptine d'Un Autre Été
- Sheila Nicholls - Fallen for you
MACROECONOMIA! (Spoon - The way we get by)
"Actualizações"
Dados muito importantes da minha vida:
- O Peter e eu andamos de dieta por diferentes razões: eu porque sou suficientemente frágil para suportar um copo de leite quente em jejum, o Peter por ter comido 4 eclerques seguidos. Hambúrguer da Lili!
- Comecei finalmente de novo o meu voluntariado, agora no Centro Social da Foz, no jardim de infância, na sala dos Lírios, com os meus pequeninos de quatro anos e estou sempre desejosa para lá voltar, a contar horas e minutos: da última vez andei com as mãos verdes e nóduas de peixe nas calças durante quatro dias.
- Eu e a minha equipa estamos a participar muito activamente no Management Challenge 2011, vamos ganhar... Juízo!
- Comprei o meu primeiro disco rígido externo, em vermelho, lá está...
- Contabilidade Financeira é "orgasmica" para mim como a Vera diz, vá-se lá saber, it's in my nature!
- A minha câmara fotográfica semi-nova, semi-usada, cor de rosa continua intacta!
- Acabei o meu trabalho de sociologia sobre Marx e Durkheim, os meus novos amantes... UPS isto não era para dizer!
- Perdi o episódio mais importante da temporada um da Navegante da Lua no canal Panda... :((
As Primeirissimas Fotos!!
| A noite de sábado na ribeira, a beber o nosso balde de Caipiblack (agora copos) e a comer amendoins... A dizer mal um do outro, a tentar aquecer e a rir que nem maluquinhos. Hihihihih Amo-te Kroll... |
| O meu Bin Laden a tentar aterrorizar o resto do mundo... Ele e a sua palha! LOL (No KFC na noite em que fomos ver The Fighter... E quando compramos a famosa máquina!) |
| A fazer caretas simplesmente porque me apetecia... (Enquanto me arranjavas o portátil... DE NOVO!) |
19 de fevereiro de 2011
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Alguém mais?
She cries her life is like
Some movie black and white
Dead actors faking lines
Over and over and over again she cries
And boy, I believe in us
I am terrified to know for the first time
Can you see that I'm bound in chains?
I've finally found my way
I am bound to you
29 de janeiro de 2011
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Stephenie Meyer - um caso de sucesso
Stephenie e Eu
O jovem índio
20 de janeiro de 2011
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Ao nosso futuro!
17 de janeiro de 2011
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E se...
16 de janeiro de 2011
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...odeia-me...
Hate me tomorrow...
Hate me so you can finally see what's good for you.
14 de janeiro de 2011
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Sorriso Tímido
I cannot sleep, I cannot dream tonight.
13 de janeiro de 2011
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Seres esquesitos e simples demais
11 de janeiro de 2011
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10 de janeiro de 2011
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EU
9 de janeiro de 2011
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No regrets
7 de janeiro de 2011
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As melhores citações de Anatomia de Grey
- "You are eight feet tall. Your boobs are perfect. Your hair is down to there. If I was you I would just walk around naked all the time. I wouldn't have a job, I wouldn't have any skills, I wouldn't even know how to read. I would just be... naked." (Cristina Yang)
- "Well we went through the scariest thing a person can go through and we survived. So now everyday's just a gift." (Cristina Yang)
- "We're adults. When did that happen? And how do we make it stop?" (Meredith Grey)
- "We all want to grow up. We're desperate to get there. Grab all the opportunities we can to live. We're so busy trying to get out of that mess, we don't think about the fact that it's going to be cold out there. Really freaking cold. Because growing up sometimes means leaving people behind. And by the time we stand on our own two feet, we're standing there alone." (Meredith Grey)
- "They say lightning never strikes twice, but that is a myth. It doesn't happen often, lightening usually gets it right the first time. When you're hit with 30,000 amps of electricity you feel it. It can make you forget who you are. It can burn you, blind you, stop your heart. And cause massive internal injuries. But, for something that happens in only a millisecond, it can change your life forever." (Meredith Grey)
- "Sometimes doing something is worse than doing nothing." (Meredith Grey)
- "Nobody chooses to be a freak. Most people don't realize they're a freak until it's way to late to change it. No matter how much of a freak you end up being, chances are there's still someone out there for you. Unless of course, they've already moved on. Because when it comes to love, even freaks can't wait forever." (Meredith Grey)
- "Maybe we're not supposed to be happy. Maybe gratitude has nothing to do with joy. Maybe being grateful means recognizing what you have for what it is. Appreciating small victories. Admiring the struggle it takes to simply be human. Maybe, we're thankful for the familiar things we know. And maybe we're thankful for the things we'll never know. At the end of the day, the fact that we have the courage to still be standing is reason enough to celebrate." (Meredith Grey)
- "Maybe we like the pain. Maybe we're wired that way. Because without it, I don't know; maybe we just wouldn't feel real. What's that saying? Why do I keep hitting myself with a hammer? Because it feels so good when I stop." (Meredith Grey)
- "Look at this. Everybody wants a life without pain. And what does it get you? She needs to be on a poster somewhere to remind people, pain is there for a reason." (Miranda Bailey)
- "It's a beautiful day to save lives. Let's have some fun." (Derek Shepherd)
- "Communication. It's the first thing we really learn in life. Funny thing is, once we grow up, learn our words and really start talking the harder it becomes to know what to say. Or how to ask for what we really need." (Meredith Grey)
- "Biology says that we are who we are from birth. That are DNA is set in stone. Unchangeable. Our DNA doesn't account for all of us though, we're human. Life changes us. We develop new traits. Become less territorial. We start competing. We learn from our mistakes. We face our greatest fears. For better or worse, we find ways to become more than our biology. The risk of course is that we can change too much to the point where we don't recognize ourselves. Finding our way back can be difficult. There's no compass, no map. We just have to close our eyes, take a step, and hope to God we get there." (Meredith Grey)
- "Being a hero has it's price" (Cristina Yang)
- "At the end of the day, when it comes down to it, all we really want is to be close to somebody. So this thing, where we all keep our distance and pretend not to care about each other, is usually a load of bull. So we pick and choose who we want to remain close to, and once we've chosen those people, we tend to stick close by. No matter how much we hurt them, the people that are still with you at the end of the day - those are the ones worth keeping. And sure, sometimes close can be too close. But sometimes, that invasion of personal space, it can be exactly what you need." (Meredith Grey)
- "At the end of the day, there are some things you just can't help but talk about. Some things we just don't want to hear, and some things we say because we can't be silent any longer. Some things are more than what you say, they're what you do. Some things you say cause there's no other choice. Some things you keep to yourself. And not too often, but every now and then, some things simply speak for themselves." (Meredith Grey)
- "At the end of the day faith is a funny thing. It turns up when you don't really expect it. It's like one day you realize that the fairy tale may be slightly different than you dreamed. The castle, well, it may not be a castle. And it's not so important happy ever after, just that its happy right now. See once in a while, once in a blue moon, people will surprise you , and once in a while people may even take your breath away." (Meredith Grey)
- "At some point, you have to make a decision. Boundaries don't keep other people out. They fence you in. Life is messy. That's how we're made. So, you can waste your lives drawing lines. Or you can live your life crossing them. But there are some lines... that are way too dangerous to cross." (Meredith Grey)







